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Jazz em Agosto
O festival Jazz em Agosto foi criado por Madalena Perdigão em 1984 com a intenção de revelar aspectos inovadores da prática do jazz contemporâneo. Estes princípios têm sido mantidos pelo seu actual programador Rui Neves, construindo audiências fiéis ao longo de duas décadas.
Numa situação de expansão do Jazz e de proliferação de festivais, o que caracteriza a programação do Jazz em Agosto é a sua diferença em relação às programações circundantes, quer no plano nacional quer mesmo no plano internacional. As prioridades artísticas, elaboradas com coerência, selectividade e ineditismo, reclamam-se de inovadoras atraindo públicos melómanos constituído por quadros superiores, liberais, universitários e estudantes, numa faixa etária dilatada entre os vinte e os cinquenta anos de idade.
Os aspectos de promoção e mediatização do Jazz em Agosto são particularmente cuidados, fazendo suscitar a curiosidade por algo de inédito que se apresenta em Portugal, uma das preocupações constantes no resultado das programações exibidas. A importância da Fundação Calouste Gulbenkian como entidade promotora do Festival Jazz em Agosto constitui sem dúvida uma forte razão de credibilidade à captação de público, adquirindo uma tradição de marca pelo carácter único das suas programações e pelo processo em que surge de utilizar condições óptimas dos espaços físicos onde os espectáculos têm lugar.
Os concertos sucedem-se em função do seu dimensionamento no Anfiteatro ao Ar Livre com 900 lugares, no jardim da F.C.G. e em espaços interiores, no seu Auditório 2 e na Sala Polivalente do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão.
A taxa de ocupação média é de 70%, e o número médio de oferta de concertos de dimensões variáveis – do solo à orquestra – têm-se situado entre 12 e 20 em cada edição, tendo até ao momento sido apresentados desde 1984 170 concertos.
Edição 2005 - Reviews
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Jazz Times
Body Space
Ventrilocution
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